sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Mensagem..
A maior necessidade da nossa família
Aquele homem não tinha mais como ir sozinho, tal era a situação que ele havia chegado. Foram seus amigos que o colocaram na maca e o levaram para Jesus. Tiveram um grande trabalho porque não tinham como entrar. Mas finalmente conseguiram leva-lo à presença de Jesus.
É assim que precisamos fazer com os nossos. Não podemos parar de trabalhar enquanto não conseguirmos levá-los todos até Jesus. Ao ver aquele homem na padiola, Jesus percebeu que sua maior necessidade era o perdão dos seus pecados.
A maior necessidade dos nossos é essa também. Eles estão nesta situação porque foram para longe de Deus e acabaram no pecado, como aquele homem paralisado. O pecado vai entrevando a pessoa de tal maneira que se torna vão qualquer socorro humano. É preciso o socorro divino.
Deus abençoe você!
texto: Monsenhor Jonas Abib
por: Melka Laiana
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Música do Dia..
Estou tentando esquecer de Tudo o que
fiz quando não lembrei de você
Faltou coragem pra dizer não.
Eu com os meus sonhos, buscando coisas que vão
se acabar, enquanto tinha o eterno em minhas mãos.
Com o tempo eu pude entender.
fiz quando não lembrei de você
Faltou coragem pra dizer não.
Eu com os meus sonhos, buscando coisas que vão
se acabar, enquanto tinha o eterno em minhas mãos.
Com o tempo eu pude entender.
Se não fosse o Teu perdão
eu estaria andando errante sem
nenhum lugar. Eu virei as costas
mas Você não se esqueceu de mim.
Se não fosse o Teu perdão eu estaria
andando errante sem nenhum lugar,
quando eu fui embora você estava a me esperar.
(a me esperar)... ♪
Danilo Sena - Quando não lembrei de você
por: melka laiana
Pregação: Ficar..
“Senti até nojo, mas, se não ficasse, estaria sendo uma garota diferente das garotas da turma, e não seria mais aceita por ela”. Com esta, e algumas outras palavras, sugerindo sentimentos de perda, inadequação e até mesmo de humilhação, algumas adolescentes se referem à experiência de “ficar“.
Muitas vezes, por medo de não ser correspondido, de ser rejeitado, ou se decepcionar; por receio de não conseguir realizar uma experiência de namoro, o jovem, mesmo se censurado intimamente, mergulha num comportamento inadequado, agora chamado “ficar”.
De acordo com dados colhidos da internet, o rapaz que fica com várias garotas num mesmo evento é considerado “garanhão”. Mas quando é a garota que fica com vários garotos, então é chamada de “galinha”.
Diferenças que caracterizam considerações reveladoras de puro preconceito machista, numa época em que feministas gritam sua liberdade e até invertem os papéis transformando-se de vítimas em vilãs.
As mais variadas opiniões dão uma idéia do quanto este comportamento chamado “ficar” contrasta polarizadamente com a forma de relacionamento até pouco tempo atrás aceita no âmbito social.
Griffa (2001) refere-se ao ser humano como ser que contém, em seu interior, sua força real para relacionar-se com o mundo exterior. Porém, pode viver como uma coisa em meio a outras coisas, surgindo assim o que Pascal chama de “diversão”, Heidegger, de “existência inautêntica” e Marx de “alienação”.
O fato é que vemos a relação entre duas pessoas deixando de ser um encontro de trocas, de crescimento mútuo e se transformando apenas em uma busca egoísta da máxima satisfação dos desejos e necessidades sexuais. É uma espécie de servidão voluntária à sensualidade, onde se perde a autonomia, o auto-valor. Onde, para não ser excluída do grupo, a pessoa se reduz, se inferioriza.
Segundo a antologia de Viktor Frankl, o fundador da Logoterapia, “se tomamos um mesmo fenômeno e o projetamos em dimensões inferiores à que lhe é própria, resultam figuras individuais que se contradizem (fig. 1). Um cilindro (tridimensional) projetado tem sua sombra em forma de retângulo no plano vertical e em forma de círculo no plano horizontal. As sombras são do cilindro, mas o cilindro não é retângulo nem círculo (que são dimensões inferiores à sua totalidade).
Também o ser humano, quando evidenciado só na sua mente, ou só no seu corpo (como quando vive o “ficar”) está se inferiorizando, pois está sendo considerado fora do seu contexto, parcial e contraditoriamente limitado.
O corte com o passado e a falta de limites
Atualmente, o homem não se sente mais tão dependente da realidade social ou nacional, rejeita os padrões autoritários de educação, mas, paradoxalmente, ainda depende de modismos efêmeros que, principalmente a mídia, apresenta não como informação, mas como incitação ao erotismo geralmente vinculado à violência.
Há um processo de desconsideração das tradições positivas dos modelos. A destruição do passado é um dos fenômenos mais característicos e lúgubres do final do século XX. Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem, como que negando suas raízes e seus valores.
O desenraizamento é a mais perigosa doença das sociedades humanas. Somente criando raízes, assim como árvores, pode-se crescer, florescer, dar frutos e preservar a humanidade com as sementes. Sem raízes, como a árvore, a humanidade morre.
Faltam limites, faltam modelos. E isto leva o indivíduo a fazer o que bem entende, a “experimentar” às custas dos outros, como se tudo fosse uma brincadeira sem maiores conseqüências. Barbaridades, atos violentos são cada vez mais freqüentes e destruidores, sem nem mesmo deixar, no indivíduo que os pratica, arrependimento ou sentimento de culpa. Falta-lhe a incorporação de valores éticos e morais que lhe formem a consciência pessoal, capacitando-o a fazer julgamentos coerentes (veja-se como exemplo as famosas “pegadinhas” que atualmente ocupam grande espaço na mídia).
Confunde-se falta de limites com a verdadeira liberdade que é parte inerente do homem humanizado e realmente livre para escolher. Liberdade imprescindível para que se obtenham as dimensões dos limites, a descoberta de valores presentes em pessoas que poderão ser grandes guias positivos com seus modelos de vida.
A verdadeira liberdade não é escolher o que gostaria de fazer num determinado momento, mas escolher o bem verdadeiro para si mesmo e para os outros.
Propõe-se intervenção, principalmente na área da educação e cultura, que leve o ser humano a um desenvolvimento pleno na sua postura ética e cultural e à mudança de atitudes, favorecendo o exercício de sua “liberdade para”, visando um maior esvaziamento e reumanização da pessoa. Projetos comunitários trarão possibilidades de melhor autoconhecimento e nova visão de homem e de mundo com uma liberdade responsável que priorize a vida. O segredo continuará sendo sempre o mesmo: conjugar liberdade com responsabilidade, uma moeda com duas faces indissociáveis.
Muitas vezes, por medo de não ser correspondido, de ser rejeitado, ou se decepcionar; por receio de não conseguir realizar uma experiência de namoro, o jovem, mesmo se censurado intimamente, mergulha num comportamento inadequado, agora chamado “ficar”.
De acordo com dados colhidos da internet, o rapaz que fica com várias garotas num mesmo evento é considerado “garanhão”. Mas quando é a garota que fica com vários garotos, então é chamada de “galinha”.
Diferenças que caracterizam considerações reveladoras de puro preconceito machista, numa época em que feministas gritam sua liberdade e até invertem os papéis transformando-se de vítimas em vilãs.
As mais variadas opiniões dão uma idéia do quanto este comportamento chamado “ficar” contrasta polarizadamente com a forma de relacionamento até pouco tempo atrás aceita no âmbito social.
Griffa (2001) refere-se ao ser humano como ser que contém, em seu interior, sua força real para relacionar-se com o mundo exterior. Porém, pode viver como uma coisa em meio a outras coisas, surgindo assim o que Pascal chama de “diversão”, Heidegger, de “existência inautêntica” e Marx de “alienação”.
O fato é que vemos a relação entre duas pessoas deixando de ser um encontro de trocas, de crescimento mútuo e se transformando apenas em uma busca egoísta da máxima satisfação dos desejos e necessidades sexuais. É uma espécie de servidão voluntária à sensualidade, onde se perde a autonomia, o auto-valor. Onde, para não ser excluída do grupo, a pessoa se reduz, se inferioriza.
Segundo a antologia de Viktor Frankl, o fundador da Logoterapia, “se tomamos um mesmo fenômeno e o projetamos em dimensões inferiores à que lhe é própria, resultam figuras individuais que se contradizem (fig. 1). Um cilindro (tridimensional) projetado tem sua sombra em forma de retângulo no plano vertical e em forma de círculo no plano horizontal. As sombras são do cilindro, mas o cilindro não é retângulo nem círculo (que são dimensões inferiores à sua totalidade).
Também o ser humano, quando evidenciado só na sua mente, ou só no seu corpo (como quando vive o “ficar”) está se inferiorizando, pois está sendo considerado fora do seu contexto, parcial e contraditoriamente limitado.
O corte com o passado e a falta de limites
Atualmente, o homem não se sente mais tão dependente da realidade social ou nacional, rejeita os padrões autoritários de educação, mas, paradoxalmente, ainda depende de modismos efêmeros que, principalmente a mídia, apresenta não como informação, mas como incitação ao erotismo geralmente vinculado à violência.
Há um processo de desconsideração das tradições positivas dos modelos. A destruição do passado é um dos fenômenos mais característicos e lúgubres do final do século XX. Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem, como que negando suas raízes e seus valores.
O desenraizamento é a mais perigosa doença das sociedades humanas. Somente criando raízes, assim como árvores, pode-se crescer, florescer, dar frutos e preservar a humanidade com as sementes. Sem raízes, como a árvore, a humanidade morre.
Faltam limites, faltam modelos. E isto leva o indivíduo a fazer o que bem entende, a “experimentar” às custas dos outros, como se tudo fosse uma brincadeira sem maiores conseqüências. Barbaridades, atos violentos são cada vez mais freqüentes e destruidores, sem nem mesmo deixar, no indivíduo que os pratica, arrependimento ou sentimento de culpa. Falta-lhe a incorporação de valores éticos e morais que lhe formem a consciência pessoal, capacitando-o a fazer julgamentos coerentes (veja-se como exemplo as famosas “pegadinhas” que atualmente ocupam grande espaço na mídia).
Confunde-se falta de limites com a verdadeira liberdade que é parte inerente do homem humanizado e realmente livre para escolher. Liberdade imprescindível para que se obtenham as dimensões dos limites, a descoberta de valores presentes em pessoas que poderão ser grandes guias positivos com seus modelos de vida.
A verdadeira liberdade não é escolher o que gostaria de fazer num determinado momento, mas escolher o bem verdadeiro para si mesmo e para os outros.
Propõe-se intervenção, principalmente na área da educação e cultura, que leve o ser humano a um desenvolvimento pleno na sua postura ética e cultural e à mudança de atitudes, favorecendo o exercício de sua “liberdade para”, visando um maior esvaziamento e reumanização da pessoa. Projetos comunitários trarão possibilidades de melhor autoconhecimento e nova visão de homem e de mundo com uma liberdade responsável que priorize a vida. O segredo continuará sendo sempre o mesmo: conjugar liberdade com responsabilidade, uma moeda com duas faces indissociáveis.
texto: Maria do Carmo.
por: melka laiana
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Música do Dia..
Preciso ser o oposto do que o mundo é
Bater de frente com os meus desejos
Resistir o pecado até o fim
E uma hora ele fugirá de mim.
Bater de frente com os meus desejos
Resistir o pecado até o fim
E uma hora ele fugirá de mim.
Preciso preservar os bons costumes
Evitar as más conversações
Me policiar quando os meus impulsos
Ultrapassam os limites da emoção.
Evitar as más conversações
Me policiar quando os meus impulsos
Ultrapassam os limites da emoção.
Preciso guardar meu corpo
Lembrar que ele é o templo Santo do Pai
Preciso ter atitude
Largar o meu asento e andar com DEUS.
Lembrar que ele é o templo Santo do Pai
Preciso ter atitude
Largar o meu asento e andar com DEUS.
Na palavra vou fortalecer a fé
Colidir com o mundo e ficar de pé
Mais que conhecer, preciso viver
A verdade revelada.
Na palavra vou crucificar meu eu
Lembrar que numa cruz alguém por mim morreu
Hoje é minha vez, agora sou eu
De morrer pro mundo e viver pra DEUS.
música: Colisão, de Aline Brasil !
por: melka laiana
Pregação: Liberdade Interior!
Decidido a encontrar a liberdade interior, o jovem partiu em direção à montanha, levando tudo o que precisaria para a longa jornada: água, alimento, cobertores, equipamento de camping, filtro solar, produtos de higiene. Sua carga era grande, mas parecia-lhe valer a pena suportar seu peso diante do grande prêmio que receberia ao final de sua viagem.
Após cinco semanas de caminhada, avistou a montanha e começou a fazer planos sobre a conversa que teria com o primeiro homem de oração. Já o imaginava: longas barbas brancas, sentado em uma esteira, em profunda oração diante de um belo e raro ícone bizantino, no fundo de uma gruta úmida, iluminada por velas artesanais.
Após horas de subida sob o peso de seu equipamento que unia-se ao sol causticante para queimar-lhe as costas, chegou a uma casa avarandada, cercada de flores multicoloridas. Um homem de calça jeans surrada varria a varanda, assoviando.
– Boa tarde, senhor! O senhor sabe onde posso encontrar por aqui o homem de oração?
– O que você quer com ele?
– Vim de longe. Vou escalar a montanha da liberdade interior e, segundo me orientaram, devo procurá-lo nesta região. Ele orientará minha viagem.
– Ah! Você deve ser o Fares! Venha, entre, entre! – Disse, retirando o boné e recolocando-o, em uma tentativa vã de alinhar os cabelos suados. Depois continuou:
– Estava mesmo esperando por você! Sou o Zeca, o segundo homem de oração que você encontrará em sua jornada! Prazer!
– Segundo?!? – Perguntou o jovem estendendo-lhe a mão, visivelmente surpreso por encontrar um homem de oração com ar jovial, barba feita, fazendo algo tão banal quanto varrer uma varanda.
– Claro! O primeiro é você mesmo! ... Ou não é?
– Sim, claro! – Respondeu Fares, esforçando-se para acompanhar a gargalhada com que o homem de oração finalizara sua frase, batendo-lhe levemente nas costas.
– Vamos lá, sente-se, sente-se! Vou pegar um café para nós e volto já.
Enquanto digeria a surpresa misturada a uma certa decepção com o jeito de ser do homem de oração, o jovem esforçava-se de todo jeito para tirar seu equipamento das costas antes que o anfitrião voltasse. Foi em vão. Deus sabe por que razão, as alças que se lhe prendiam aos ombros, à cintura e às pernas recusavam-se a soltarem-se das presilhas.
– Então, ainda em pé? Sente-se!
– É que estou preso ao equipamento. Será que o senhor pode me ajudar?
– Bem que eu gostaria, mas isso cabe a você. O que tem aí? – Perguntou, sorvendo o café e apontando com a cabeça para o equipamento.
– Água, enlatados, pão, queijo, mortadela, repelente de insetos, filtro solar, lanterna, fogareiro, roupas, coberta, capa para chuva, óculos de sol, tenda, colchonete, faca de ponta, talheres... ahn, o que mais... deixa eu ver, copo...
– Coração – interrompeu o homem de oração.
– Como assim, “coração”?
– O que faria se, hoje à noite, enquanto dorme, todas estas coisas lhe fossem tiradas?
– Ficaria muito frustrado. Teria estragado toda a minha viagem.
O homem de oração sentou-se e, sorvendo o café, ficou olhando ao longe. Fares tentou várias vezes quebrar o silêncio incômodo. Em vão. Fez-lhe perguntas, contou-lhe sua vida, suas motivações para a viagem. Nada. Perguntou-lhe sobre sua família, elogiou a paisagem. Silêncio por resposta. Nada parecia retirar o homem de oração daquele estado. Seus olhos continuavam grudados no vale que se deitava, como um cão fiel, a seus pés.
O silêncio fazia os pés de Fares arderem em suas botinas. Seu relógio equipado com altímetro, bússola e horário de vários países só conseguia passar-lhe uma informação trivial: estava ali, de pé, sob o peso do equipamento, há duas horas e meia. Tentava sentar-se. Impossível. Talvez encostar-se à parede? Só piorava a situação. Sentar-se no chão? Queda certa! Era o jeito esperar. O pior é que ninguém dizia nada. Não agüentava mais! Pensou em ir embora, mas isso seria abandonar todos os seus planos e sonhos. Já escurecia quando Fares, exausto, pediu, quase chorando, ao homem de oração:
– Senhor, por favor, me ajude! Faça o que quiser, mas me ajude!
– E o que você quer que eu lhe faça? – Perguntou o homem, para espanto de Fares: era óbvio que ele queria ajuda! No entanto, a resposta que saiu de sua boca foi uma frase estranha:
– Quero que me liberte – Disse, envergonhado por estar soluçando como uma criança apavorada.
O homem de oração saiu sem pressa e voltou com uma grande tesoura, que entregou a Fares. Em seguida, sentou-se e voltou a olhar Deus sabe para o quê. Fares compreendeu. Tomou a tesoura e cortou as tiras que lhe prendiam as pernas, a cintura, os ombros. O equipamento caiu com um barulho surdo. O homem de oração disse, simplesmente:
– Primeiro passo: liberte-se de tudo o que o distrai, de tudo o que ocupa seu coração. Fique atento ao seu interior, onde você leva somente a Deus e a você mesmo.
Após cinco semanas de caminhada, avistou a montanha e começou a fazer planos sobre a conversa que teria com o primeiro homem de oração. Já o imaginava: longas barbas brancas, sentado em uma esteira, em profunda oração diante de um belo e raro ícone bizantino, no fundo de uma gruta úmida, iluminada por velas artesanais.
Após horas de subida sob o peso de seu equipamento que unia-se ao sol causticante para queimar-lhe as costas, chegou a uma casa avarandada, cercada de flores multicoloridas. Um homem de calça jeans surrada varria a varanda, assoviando.
– Boa tarde, senhor! O senhor sabe onde posso encontrar por aqui o homem de oração?
– O que você quer com ele?
– Vim de longe. Vou escalar a montanha da liberdade interior e, segundo me orientaram, devo procurá-lo nesta região. Ele orientará minha viagem.
– Ah! Você deve ser o Fares! Venha, entre, entre! – Disse, retirando o boné e recolocando-o, em uma tentativa vã de alinhar os cabelos suados. Depois continuou:
– Estava mesmo esperando por você! Sou o Zeca, o segundo homem de oração que você encontrará em sua jornada! Prazer!
– Segundo?!? – Perguntou o jovem estendendo-lhe a mão, visivelmente surpreso por encontrar um homem de oração com ar jovial, barba feita, fazendo algo tão banal quanto varrer uma varanda.
– Claro! O primeiro é você mesmo! ... Ou não é?
– Sim, claro! – Respondeu Fares, esforçando-se para acompanhar a gargalhada com que o homem de oração finalizara sua frase, batendo-lhe levemente nas costas.
– Vamos lá, sente-se, sente-se! Vou pegar um café para nós e volto já.
Enquanto digeria a surpresa misturada a uma certa decepção com o jeito de ser do homem de oração, o jovem esforçava-se de todo jeito para tirar seu equipamento das costas antes que o anfitrião voltasse. Foi em vão. Deus sabe por que razão, as alças que se lhe prendiam aos ombros, à cintura e às pernas recusavam-se a soltarem-se das presilhas.
– Então, ainda em pé? Sente-se!
– É que estou preso ao equipamento. Será que o senhor pode me ajudar?
– Bem que eu gostaria, mas isso cabe a você. O que tem aí? – Perguntou, sorvendo o café e apontando com a cabeça para o equipamento.
– Água, enlatados, pão, queijo, mortadela, repelente de insetos, filtro solar, lanterna, fogareiro, roupas, coberta, capa para chuva, óculos de sol, tenda, colchonete, faca de ponta, talheres... ahn, o que mais... deixa eu ver, copo...
– Coração – interrompeu o homem de oração.
– Como assim, “coração”?
– O que faria se, hoje à noite, enquanto dorme, todas estas coisas lhe fossem tiradas?
– Ficaria muito frustrado. Teria estragado toda a minha viagem.
O homem de oração sentou-se e, sorvendo o café, ficou olhando ao longe. Fares tentou várias vezes quebrar o silêncio incômodo. Em vão. Fez-lhe perguntas, contou-lhe sua vida, suas motivações para a viagem. Nada. Perguntou-lhe sobre sua família, elogiou a paisagem. Silêncio por resposta. Nada parecia retirar o homem de oração daquele estado. Seus olhos continuavam grudados no vale que se deitava, como um cão fiel, a seus pés.
O silêncio fazia os pés de Fares arderem em suas botinas. Seu relógio equipado com altímetro, bússola e horário de vários países só conseguia passar-lhe uma informação trivial: estava ali, de pé, sob o peso do equipamento, há duas horas e meia. Tentava sentar-se. Impossível. Talvez encostar-se à parede? Só piorava a situação. Sentar-se no chão? Queda certa! Era o jeito esperar. O pior é que ninguém dizia nada. Não agüentava mais! Pensou em ir embora, mas isso seria abandonar todos os seus planos e sonhos. Já escurecia quando Fares, exausto, pediu, quase chorando, ao homem de oração:
– Senhor, por favor, me ajude! Faça o que quiser, mas me ajude!
– E o que você quer que eu lhe faça? – Perguntou o homem, para espanto de Fares: era óbvio que ele queria ajuda! No entanto, a resposta que saiu de sua boca foi uma frase estranha:
– Quero que me liberte – Disse, envergonhado por estar soluçando como uma criança apavorada.
O homem de oração saiu sem pressa e voltou com uma grande tesoura, que entregou a Fares. Em seguida, sentou-se e voltou a olhar Deus sabe para o quê. Fares compreendeu. Tomou a tesoura e cortou as tiras que lhe prendiam as pernas, a cintura, os ombros. O equipamento caiu com um barulho surdo. O homem de oração disse, simplesmente:
– Primeiro passo: liberte-se de tudo o que o distrai, de tudo o que ocupa seu coração. Fique atento ao seu interior, onde você leva somente a Deus e a você mesmo.
texto: Maria Emmir
por: melka laiana
Namoro à três..
Atualmente tem sido muito comum encontrar jovens feridos, insatisfeitos e até decepcionados com o namoro. Que razão pode haver para tanto descontentamento? Será que o amor verdadeiro é uma ilusão?
Na verdade, de uma forma sorrateira, a mentalidade hedonista – da busca do prazer pelo simples prazer – do mundo de hoje tem privado a muitos de conhecer e experimentar a beleza do autêntico amor humano, dom de Deus. Tem feito especialmente nossos jovens chamarem de amor o que não passa de uma frágil atração física. Tem nos ensinado que homem e mulher precisam constantemente medir forças, que temos de tirar algum proveito do outro e mais algumas aberrações... O grande problema é que esse tipo de relacionamento está muito longe do que Deus pensa sobre o namoro e é definitivamente incapaz de satisfazer a alma humana.
Diante disso, queremos lançar sobre esses jovens um olhar de esperança e dizer: é possível hoje viver um verdadeiro amor! Para isso, olhemos, a partir de agora, o namoro com os olhos do Espírito Santo e peçamos a Ele que arranque qualquer vestígio da mentalidade do mundo que ainda possa haver em nós.
Para começar, tenhamos em mente que, se quisermos usufruir as bênçãos e colher bons frutos de um relacionamento, não podemos queimar etapas. A amizade é necessariamente o primeiro passo. Estreitar os laços, conhecer os pensamentos, os valores, as virtudes e também as fraquezas um do outro. Nunca se contentar com as aparências, mas mergulhar na simples verdade do outro. Essa é uma fase muito gratificante, porque temos a oportunidade de descobrir as grandes riquezas do outro e de lhe revelar as nossas. Vale lembrar que é também um tempo propício ao autoconhecimento, imprescindível a qualquer tipo de relacionamento. É a partir daí que o sentimento começa a tomar forma, a amadurecer. Só então a nossa razão, agora livre de paixões enganadoras, poderá ser capaz de enxergar o que realmente sentimos um pelo outro e de fazer uma opção sensata.
E aí? Estamos prontos para namorar? Calma, ainda falta algo indispensável: conhecer a vontade de Deus. É preciso que os dois estejam atentos à sua Santa Vontade e que haja sempre uma partilha sincera de suas orações. O namoro deve estar sempre embasado no Senhor, caso contrário, será algo desordenado, uma busca de ambas as partes de se satisfazerem da maneira mais egoísta: de serem amados e não de amarem (a ordem dos fatores, neste caso, altera o produto); não existirá lugar para a gratuidade, para as delicadezas e para a feliz renúncia em favor do outro. Sendo assim, podemos concluir sem medo: todo namoro deve ser um relacionamento a três. De um lado, o rapaz, com seu jeito próprio de ser se derrama em amor para com a moça. Por sua vez, a moça, com a delicadeza que lhe é peculiar, busca amar o rapaz como ele é. No centro, Aquele que é a fonte de todo amor: Deus!!!
Agora que estamos aptos para um novo tipo de relacionamento, que tal consagrá-lo a Nossa Senhora? Ela será uma ajuda necessária nos desafios do dia-a-dia. Ninguém melhor que a Mãe de Jesus para nos ensinar a viver a castidade, a dar sem esperar recompensa e a perder para que o outro ganhe. Que mulher admirável recebemos como mãe e que cuidado ela tem pelos que se lhe confiam!
Por fim, recordemos sempre que não há maior amor do que dar a vida por quem se ama. Não é isso que Jesus nos ensina?!
Estamos tendo agora, não só o prazer de escrever sobre um tema tão belo para nós e Deus, mas também a alegria de, nas nossas vidas, testemunhar isto. Passamos por cada fase, vivendo cada etapa, vencendo cada desafio. Hoje, ao olharmos para trás, comprovamos a beleza de viver o tempo de Deus para cada coisa. Pondo este mesmo olhar no presente, testemunhamos a vitória do amor humano elevado à caridade de Cristo nas nossas vidas. E no futuro? Bem, o futuro a Deus pertence, mas com certeza ansiamos um dia estarmos diante do altar selando este tão belo amor que teve início numa amizade...
por: melka laiana
ORAÇÃO
Querido Pai, neste momento estou Te abrindo meu coração porque quero dizer: "Muito obrigado por Teu sacrifício." Abençoe minha vida. Em nome de Jesus. Amém.
Querido Pai, neste momento estou Te abrindo meu coração porque quero dizer: "Muito obrigado por Teu sacrifício." Abençoe minha vida. Em nome de Jesus. Amém.
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